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Brasília,14/05/2026

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Experiência do visitante se torna diferencial competitivo em destinos naturais

Integração entre infraestrutura, atendimento e organização operacional redefine o padrão do turismo de natureza

O Mundo Hoje
Experiência do visitante se torna diferencial competitivo em destinos naturais Reprodução

A forma como o visitante vivencia um destino natural passou a ocupar posição central nas estratégias do turismo contemporâneo. Mais do que paisagens preservadas, viajantes buscam experiências organizadas, seguras e coerentes ao longo de toda a jornada, desde o primeiro contato até o pós-atendimento.

Esse movimento acompanha o crescimento global do setor. Dados do World Travel & Tourism Council indicam que o turismo alcançou contribuição superior a US$ 11 trilhões para a economia mundial em 2025, consolidando-se como um dos principais motores econômicos internacionais. Nesse cenário, a qualidade da experiência oferecida passou a influenciar diretamente a competitividade dos destinos.

No Brasil, o avanço do turismo internacional também reforça essa transformação. Informações recentes do Ministério do Turismo apontam aumento consistente na entrada de visitantes estrangeiros e na movimentação econômica do setor, ampliando a exigência por serviços mais organizados e alinhados às expectativas de um público cada vez mais comparativo.

Com maior acesso à informação e facilidade para avaliar serviços, o visitante atual toma decisões com base na experiência de outros turistas, analisando critérios como organização, clareza das informações, tempo de atendimento, segurança e qualidade da operação. Isso faz com que a experiência deixe de ser um diferencial complementar e passe a ser um fator decisivo.

Nesse contexto, Fernando Aivi Peres se destaca como especialista com atuação direta na operação de turismo de natureza. Empresário, gestor e profissional com experiência em audiovisual aplicado ao turismo, ele construiu sua trajetória dentro do próprio setor, acumulando vivência prática em diferentes etapas da jornada do visitante. 

Seu primeiro contato profissional com o turismo ocorreu no Rio Sucuri, em Bonito/MS, onde atuou com fotografia e atendimento a visitantes entre 2007 e 2009, evoluindo para funções ligadas à organização do fluxo de trabalho e comercialização de imagens. 

Segundo ele, a experiência do visitante é resultado direto da organização interna.

“O visitante percebe quando existe estrutura. Ele pode não identificar cada processo, mas sente quando a operação funciona de forma fluida. A experiência é construída pela sequência de tudo o que acontece dentro do atrativo”, afirma.

Em destinos naturais, essa construção é ainda mais sensível. Diferentemente de ambientes urbanos, a operação envolve deslocamentos, uso de equipamentos específicos, interação com ambientes naturais e dependência de condições externas. Isso exige planejamento, padronização e acompanhamento contínuo.

Fernando destaca que a previsibilidade é um dos pilares mais importantes nesse cenário.

“Quando a equipe está alinhada e os processos estão bem definidos, a operação acontece com menos imprevistos. Isso melhora a experiência do visitante e também o ambiente de trabalho para quem está executando”, explica.

Durante sua atuação no Rio Sucuri, ele participou de iniciativas voltadas à melhoria da organização operacional, incluindo ajustes na logística, revisão de equipamentos, reorganização de equipes e melhorias em estruturas de apoio, contribuindo para maior eficiência e consistência na entrega do serviço. 

“Quando um setor não está alinhado com o outro, o impacto aparece na experiência. O visitante pode não saber exatamente onde está o erro, mas ele percebe que algo não funcionou como deveria”, afirma.

A experiência também se estende além do momento da visita. A forma como o cliente é orientado antes da chegada, a clareza das informações e o relacionamento após o passeio influenciam diretamente a percepção final do serviço.

Com a crescente exposição digital dos destinos, a avaliação do visitante passou a ter impacto direto na reputação dos atrativos. Experiências bem executadas tendem a gerar recomendações e fortalecer a imagem do destino, enquanto falhas operacionais podem se refletir rapidamente em avaliações negativas.

Para Fernando, o Brasil possui potencial para se destacar internacionalmente no turismo de natureza, desde que consiga alinhar seus ativos naturais com gestão eficiente.

“O país tem destinos únicos. O que define o nível de competitividade é a forma como esses destinos são organizados para receber pessoas. Quando existe padrão, cuidado e consistência, o visitante percebe valor”, destaca.

A evolução do turismo aponta para um cenário em que a experiência deixa de ser apenas um complemento e passa a ser o centro da estratégia. Em destinos naturais, onde o contato com o ambiente é o principal atrativo, a forma como essa experiência é estruturada será determinante para o crescimento sustentável do setor.




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