Empresários e Líderes de Negócios Estão Encontrando no Legendários uma Nova Escola de Liderança
Em meio à busca por modelos mais sólidos de influência, executivos e empreendedores têm recorrido a formações baseadas em valores, propósito e responsabilidade para aperfeiçoar a própria liderança.
Reprodução A liderança empresarial entrou em 2026 pressionada por um conjunto de desafios que ultrapassa metas financeiras, inovação tecnológica e ganho de mercado. Em empresas de diferentes portes, gestores passaram a lidar com equipes mais dispersas, profissionais menos engajados, mudanças aceleradas nas competências exigidas e uma cobrança crescente por decisões alinhadas a valores. A figura do líder, antes associada principalmente à capacidade de comando e resultado, passou a ser medida também pela habilidade de criar confiança, sustentar cultura e conduzir pessoas em ambientes de incerteza.
Os números ajudam a dimensionar esse cenário. O relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, apontou que apenas 20% dos trabalhadores no mundo estavam engajados em 2025, o menor patamar desde 2020. A perda econômica atribuída ao baixo engajamento foi estimada em US$ 10 trilhões, valor equivalente a cerca de 9% do PIB global. Em outra frente, o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, indicou que 39% das principais habilidades exigidas dos trabalhadores devem mudar até 2030. Já o Workplace Learning Report 2025, do LinkedIn, mostrou que 71% das organizações oferecem treinamento de liderança, o que confirma a prioridade crescente do tema nas estratégias corporativas.
Esse ambiente abriu espaço para uma discussão mais ampla: que tipo de líder será capaz de conduzir empresas quando técnica, autoridade formal e experiência operacional já não bastam? Para muitos empresários e executivos, a resposta tem passado por formações que trabalham não apenas desempenho, mas identidade, caráter, responsabilidade e propósito. É nesse ponto que o Movimento Legendários passou a chamar atenção de líderes de negócios que buscam uma escola de liderança mais humana, prática e orientada a valores.
A iniciativa, fundada na Guatemala em 2015, consolidou presença internacional em países da América Latina, Estados Unidos, Caribe e África. Sua proposta não nasceu dentro de uma escola de negócios tradicional, mas desenvolveu uma linguagem que conversa diretamente com o universo empresarial: liderança sob pressão, tomada de decisão, cultura de equipe, disciplina, influência, serviço e construção de legado. Para empresários, esse tipo de formação oferece uma leitura complementar aos programas convencionais de gestão, porque trabalha a pessoa que lidera antes de discutir apenas a organização que ela conduz.
Josué Catalán, cofundador do Legendários e atual VP da Legendários Global, tem sido uma das vozes centrais nessa ponte entre liderança pessoal e visão estratégica. Com mais de três décadas de experiência em desenvolvimento de equipes, expansão organizacional e projetos de alto impacto, ele defende que a crise de liderança nas empresas não começa necessariamente nos processos, mas na desconexão entre influência e responsabilidade.
“Uma empresa pode ter ferramentas modernas, indicadores bem definidos e tecnologia avançada, mas se o líder não tiver clareza de quem é, do que representa e de como influencia as pessoas, a cultura fica frágil. Liderança não é apenas fazer a organização andar. É formar um ambiente em que pessoas consigam crescer com direção, confiança e responsabilidade”, afirma Josué.
A velocidade das transformações tem exigido decisões rápidas, mas a pressa nem sempre vem acompanhada de maturidade. A inteligência artificial, os novos modelos de trabalho, a rotatividade de talentos e a pressão por produtividade aumentaram a complexidade da gestão. Em muitas organizações, o líder passou a ser o ponto de convergência entre estratégia, pessoas, cultura e adaptação.
Segundo a pesquisa Global Human Capital Trends 2026, da Deloitte, sete em cada dez líderes empresariais afirmaram que sua principal estratégia competitiva para os três anos seguintes seria tornar a organização mais rápida e flexível para responder a mudanças de mercado, clientes e negócios. A mesma tendência reforça que a capacidade de adaptação deixou de ser uma virtude desejável e se tornou uma condição de sobrevivência empresarial.
“O mundo dos negócios valoriza muito a capacidade de acelerar, mas toda aceleração precisa de direção. Se um empresário cresce sem valores claros, ele pode expandir números e perder cultura. Se ele amadurece como líder, consegue crescer sem destruir a essência daquilo que construiu”, observa.
O Legendários tem atraído empreendedores justamente por apresentar uma jornada de formação que não separa desempenho de vida pessoal. A solidão da liderança, especialmente entre fundadores e executivos, pode afetar decisões, relacionamentos e saúde emocional. Em alguns casos, o sucesso externo convive com desgaste interno. “Todo empresário lidera mais gente do que imagina. Ele lidera pelo que fala, pelo que tolera, pelo que corrige, pelo que celebra e pelo exemplo que dá quando está sob pressão. A pergunta não é apenas se ele está alcançando resultados, mas que tipo de cultura está sendo formada ao redor dele”, diz.
Além disso, a própria carreira de Josué inclui experiências que dialogam com o ambiente corporativo. Antes de sua função atual na liderança global do Legendários, ele atuou em posições ligadas a Trade Marketing, contas-chave, canais comerciais e gestão regional em empresas de consumo massivo na América Central. Essa vivência contribui para sua leitura sobre liderança empresarial, porque combina prática de mercado com formação humana e estruturação de cultura.
Empresários que se aproximam desse tipo de formação costumam buscar mais do que performance. Eles procuram uma base para liderar com sentido. “Quando um líder entende propósito, ele deixa de tomar decisões apenas para vencer uma etapa. Ele começa a pensar no impacto das escolhas sobre pessoas, famílias, equipes e futuras gerações. Isso muda a forma de contratar, corrigir, delegar, crescer e até encerrar ciclos”, explica.
“O líder que só busca resultado pode até crescer rápido, mas o líder que forma pessoas constrói algo que permanece. Empresas precisam de estratégia, sim. Precisam de processos, tecnologia e metas. Mas, antes de tudo, precisam de homens e mulheres capazes de liderar com caráter. É isso que sustenta a cultura quando os números mudam, quando o mercado aperta e quando a pressão aumenta”, conclui Josué.




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