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Brasília,31/03/2026

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Experiência do usuário se torna fator decisivo na performance de espaços residenciais e comerciais

Ambientes bem planejados influenciam comportamento, permanência e percepção de valor em diferentes mercados.

O Mundo Hoje
Experiência do usuário se torna fator decisivo na performance de espaços residenciais e comerciais Reprodução

A forma como as pessoas vivenciam um espaço passou a ter impacto direto nos resultados financeiros de imóveis residenciais e comerciais. Estudos internacionais recentes reforçam essa tendência. Relatório da PwC sobre experiência do consumidor aponta que 73% dos consumidores consideram a experiência um fator determinante na decisão de compra. Já dados divulgados pela National Association of Realtors (NAR), nos Estados Unidos, indicam que a apresentação e organização do imóvel influenciam diretamente a percepção de valor e o tempo de permanência no mercado.

No setor de locação de curta duração, os números são ainda mais claros. Informações divulgadas pela própria Airbnb mostram que avaliações mais altas estão associadas a maior visibilidade nos resultados de busca e, consequentemente, maior taxa de ocupação. Em um ambiente competitivo, detalhes relacionados à funcionalidade, organização e conforto tornaram-se decisivos.

Esse movimento não está restrito ao mercado internacional. No Brasil, a digitalização do setor imobiliário e o crescimento das plataformas online ampliaram o nível de comparação entre imóveis. Hoje, o usuário analisa imagens, comentários e avaliações antes de tomar qualquer decisão, o que reforça a importância de ambientes planejados com foco na experiência real. Para a designer de interiores e engenheira de produção Mirian Adriano dos Santos, a experiência do usuário deixou de ser um conceito abstrato e passou a influenciar diretamente o desempenho econômico dos espaços. 

“Não é apenas sobre estética. Quando o layout facilita a circulação, quando o mobiliário é funcional e quando o ambiente transmite organização e conforto, o usuário percebe valor. Essa percepção influencia permanência, recomendação e decisão de compra ou locação”, afirma.

Mirian explica que muitos projetos ainda falham por ignorarem o uso real do espaço. “O ambiente precisa responder à rotina de quem o utiliza. Pequenos ajustes no posicionamento de móveis, na iluminação ou na organização já geram impacto significativo na experiência”, ressalta.

Pesquisas da Harvard Business Review já indicaram que empresas e negócios que priorizam experiência tendem a apresentar melhores indicadores de fidelização. Embora o foco desses estudos esteja no setor de serviços, o princípio se aplica aos ambientes físicos: quanto melhor a experiência, maior a retenção e o retorno.

No mercado imobiliário, essa lógica se traduz em maior liquidez e menor tempo de vacância. Imóveis que proporcionam sensação de funcionalidade e cuidado tendem a ser escolhidos com mais rapidez. A percepção de valor, nesse caso, não está apenas no preço, mas na forma como o espaço se apresenta e funciona.

Mirian reforça que o design estratégico conecta comportamento, gestão e resultado. “Projetar com base na experiência do usuário é pensar no desempenho do imóvel. O espaço deixa de ser apenas cenário e passa a ser parte ativa da estratégia”, conclui.





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